
Sempre culpei o meu pai pela minha total inoperância em cima de uma bicicleta. O cara não teve paciência de me ensinar a andar em bicicleta sem rodinhas. Lembro que lá pelos 9-10 anos de idade quando todas as minhas amigas e irmã já estavam super independentes no manejo da criança, euzinha aqui era um terror. Andava com uma rodinha só para me dar mais segurança.
Até que em uma viagem para São Pedro, eu e minhas amigas cismamos que uma das casas era idêntica a casa do Jason (sim o do filme Sexta-feira 13). Pois então, num dos passeios de bicicleta pelo condomínio, nós avistamos a casa do Jason. Paramos em frente. As meninas me distraindo falando da casa e uma delas sacou a rodinha de apoio do meu veículo. Foi o tempo da outra gritar: Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Foge que o Jason vai pegar quem ficar por último!!!! Saí que nem uma louca, balançando a bicicleta de um lado pro outro (não conseguia manter uma linha reta). Mas o Jason nunca me pegou... Ou seja, aprendi (há controvérsias) a andar de bicicleta sem rodinha na marra!
Há controvérsias, porque depois de velha resolvi entrar no espírito saúde de pedalar em volta da Lagoa Rodrigo de Freitas. E num belo domingo de sol, e balançando de um lado pro outro com a bicicleta. Caí (tipaf) do outro lado, que no caso significa dentro da Lagoa. Tudo bem que não caí dentro da água. Mas devo ter despencando uns bons 3 metrinhos, rasguei a calça comprida, fiquei toda ralada. Ou seja, um fiasco total. Isso sem contar uma caída em um jardim de um prédio em Ipanema e quase ter atropelado uma criança em um outro passeio pela Lagoa. Isso é que dá aprender sob pressão, o negócio sempre fica meia-boca.
Foi por isso que quando li sobre a bicicleta desta foto, fiquei pensando. Puxa por que não inventaram isso nos anos 80? Essa bichana aí, tem o propósito de ensinar criancinhas a se equilibrarem sem o auxílio daquelas rodinhas ridículas de apoio e o melhor dispensa os pais de segurar a bicicleta enquanto o filho está aprendendo.
Tá vendo num mundo de hoje, Betinho não carregaria a culpa de ter uma filha de 30 anos que nào consegue andar (dignamente) de bicicleta sem rodinha...
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